This is us
Assisti a quinta temporada de this is us. A série é bonita e bem construída ao ponto de ter me feito binge watch a temporada inteira. Um ponto que me incomodou. A família como origem de tudo, e finalidade maior da vida, ninguém tem amigos, ou colegas de trabalho, ou se envolvem em algum grupo, nada.
Lembro de um episódio de House que um dos sintomas da mulher era excesso de empatia. Ela se envolvia em muitas causas humanitárias porque um câncer em algum lugar do seu cérebro ou algum hormônio faltando desregulava algo em seu cérebro, e ela não sentia aquele ímpeto de preservar o seu material genético, não via a sua família como os únicos a quem ela deveria ter dedicação, não valorizava a vida do seu filhão absolutamente mais do que a de uma outra criança qualquer.
Mas voltando a this is us. Assistir isso me fez pensar sobre uma realidade alternativa. Eu teria um marido, filhos, e dedicaria minha vida para dar a melhor educação, e dar uma vida muito boa para eles. Claro que com isso eu não teria tempo para me envolver com política, saber o que acontece no mundo, ou mesmo ser uma boa amiga. Mas eu estaria cumprindo meu papel na socidade tendo filhos, e educando eles com amor para serem melhores do que eu.
Pessoas tem vivido assim há décadas, e para mim isso é parte do que nos trouxe até aqui. Meu pai não é uma pessoa ruim, olha o ótimo pai que ele é! Pois é, ele é um ótimo pai, que apoia um genocida presidente, então sim, ele é também uma pessoa ruim. Maternidade compulsória, o fato de uma pessoa ter ou não um relacionamento e uma família valida ela mais como um ser humano que alcançou o sucesso do que qualquer outra coisa. E isso sendo mais bem valorizado, por consequência será o que as pessoas vão buscar mais como meta de vida.